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Anúncio foi feito pela secretária Thayta Martins em coletiva de imprensa. Prestação de contas: levantamento dos 50 dias da gestão municipalÀs vésperas do prazo para encerramento das atividades no aterro sanitário de Marituba, previsto para a próxima sexta-feira (28), a Secretaria de Zeladoria e Conservação Urbana de Belém (Sezel) apontou para possibilidade de prorrogar o funcionamento do local, que recebe resíduos de três cidades da região metropolitana. O anúncio foi feito por Thayta Martins, titular da secretaria. "Já existem tratativas para que esse prazo seja prorrogado", ela afirmou durante coletiva de imprensa."O aterro ainda tem capacidade para atender a região metropolitana até o terceiro trimestre. Nós estamos aguardando ainda um parecer judicial para poder anunciar de fato essa informação". A tratativa junto ao judiciário para a destinação dos resíduos sólidos produzidos na capital e nos municípios de Ananindeua e Marituba ocorre junto à tramitação de pelo menos dois processos para instalação de novos aterros, o que vem sendo acompanhados pela secretaria. A secretária Thayta disse que "tanto a Guamá (antiga gestora do aterro) quanto a Ciclus (atual gestora do aterro) apresentaram pedidos para licenciamento ou cartas consultas para novos aterros". "Mas o processo de licenciamento ainda está em análise e a prefeitura tem feito visitas semanais à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semas) para acompanhar os pedidos".Débito na prefeituraA questão do lixo foi um dos assuntos apresentados pela prefeitura na antiga Secretaria Municipal de Saneamento. Durante o encontro, foi apresentado ainda um levantamento dos primeiros 50 dias de atuação da Sezel. Na análise foi constatado um débito envolvendo serviços essenciais. "Nós temos uma dívida de R$ 284 milhões deixada entre os períodos de 2021 e 2024. Dentre esse valor, nós temos serviços de limpeza, serviços sólidos, manutenção de pontes e passarelas, pavimentação asfáltica, tapa buraco, diversos serviços", afirmou a secretária Thayta. Apesar da dívida, a secretaria garantiu que não haverá impactos nas ruas. Atualmente 2.300 pessoas trabalham nos serviços de limpeza e coleta de lixo na capital. A secretária assegurou que os serviços estão em processo de quitação e que não serão interrompidos. Outro ladoO g1 procurou a empresa Ciclus, responsável pela coleta dos resíduos de Belém, mas ainda aguardava resposta até a publicação da reportagem.Já sobre às alegações sobre o rombo financeiro, a equipe de Edmilson Rodrigues, ex-prefeito de Belém, divulgou a seguinte nota:"Não é verdade que a gestão de Edmilson Rodrigues deixou um passivo milionário. A alegação da equipe de Igor Normando está em desacordo com o que foi apurado pela equipe de transição, elaborado em comum acordo e encaminhado aos órgãos de controle. Foram apresentados todos os contratos firmados com a prefeitura e seus respectivos pagamentos, sem que houvesse qualquer contestação por parte da equipe da nova gestão.Quanto ao contrato com a empresa Ciclus Amazônia, foi oriundo de uma licitação que superou os antigos contratos precários e de prestação deficiente dos serviços de limpeza de Belém. A gestão de Edmilson realizou pagamentos regulares e mensais à empresa nos prazos estabelecidos em contrato, da ordem de R$ 170 milhões, conforme pode ser verificado no Portal da Transparência. Até a assinatura do contrato com a Ciclus, a licitação passou pelo crivo de mais de 20 ações judiciais e acompanhamento do Tribunal de Contas dos Munícipios (TCM). A alegação de que Belém não possuía arrecadação própria para pagar a despesa mensal de R$ 30 milhões do contrato foi apresentada por licitantes e outros que pretendiam impedir a licitação para manter o sistema ineficiente anterior que prejudicou a população. Lamentável que essa tese ressurja através porta-vozes da gestão atual.Ainda, é público que o objeto do contrato da Ciclus prevê vários serviços, incluindo a coleta de resíduos sólidos e a criação do novo aterro sanitário. Em atendimento ao Marco Regulatório do Saneamento no país, o contrato tem duração de 30 anos e foi realizado na modalidade Parceria Público Privada (PPP), estabelecendo à contratada obrigações vultosas de investimentos nos primeiros cinco anos. A gestão de Edmilson, neste sentido, realizou o papel de fiscalização e de cobrança de todas as etapas estabelecidas no contrato.Cabe à gestão do prefeito Igor Normando, passado quase dois meses de seu mandato, assumir as responsabilidades e superar as desculpas que buscam imputar ao governo anterior o peso por sua incapacidade de lidar com os complexos problemas enfrentados pela capital paraense."