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OMS amplia investigação na República Democrática do Congo após surto de doença misteriosa que matou mais de 60

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Por Grande Mídia 27/02/2025 às 13:25:09
Crianças morreram em menos de 48 horas após comerem um morcego. Após o caso, outras dezenas de mortes foram confirmadas. Desde o início do ano, a província de Equateur tem registrado um aumento de casos e mortes inexplicadas.

OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta quinta-feira (27) que as autoridades da República Democrática do Congo, junto com seus agentes, estão intensificando a investigação sobre o novo surto de doenças e mortes na província de Equateur, no norte do país.

Nos últimos meses, segundo a organização, foram detectados três aumentos significativos no número de casos e óbitos em diferentes regiões do país.

Desde o início do ano, Equateur tem registrado um aumento de casos e mortes inexplicadas.

O mais recente ocorreu na zona de saúde de Basankusu, onde, na última semana, 141 pessoas adoeceram, embora não tenham sido registradas mortes.

Já em fevereiro, a mesma região contabilizou 158 casos e 58 óbitos. Em janeiro, na zona de saúde de Bolomba, 12 pessoas também adoeceram, sendo que 8 delas morreram.

Para conter o avanço da doença até então desconhecida, a OMS e as autoridades locais estão reforçando a detecção e o monitoramento de novos casos, com a mobilização de mais de 80 agentes comunitários de saúde.

Ao todo, foram identificados 1.096 casos e 60 mortes nas regiões de Basankusu e Bolomba.

Os sintomas relatados incluem:

febre,

dor de cabeça,

calafrios,

suor excessivo,

rigidez no pescoço,

dores musculares e articulares,

sangramento nasal,

tosse,

vômito

e diarreia.

Infraestrutura limitada prejudica resposta

A crise ocorre em um momento delicado para o país, que enfrenta múltiplas emergências sanitárias e humanitárias, sobrecarregando ainda mais o sistema de saúde.

Para investigar o surto, uma equipe de resposta rápida composta por especialistas da OMS e do governo congolês foi enviada às áreas afetadas. O grupo está intensificando a vigilância epidemiológica, entrevistando moradores para entender o contexto da doença e fornecendo tratamento para enfermidades comuns na região, como malária, febre tifoide e meningite.

A OMS também enviou suprimentos médicos emergenciais, incluindo kits de testagem, e elaborou protocolos detalhados para aprimorar a investigação.

Testes laboratoriais iniciais descartaram infecções por Ebola e Marburg, mas aproximadamente metade das amostras analisadas testou positivo para malária.

Novos exames serão realizados para identificar outras possíveis causas, incluindo meningite e possíveis contaminações em alimentos, água e no ambiente. Amostras foram enviadas para um laboratório de referência na capital, Kinshasa.

Ainda segundo a OMS, a localização remota das áreas afetadas representa um desafio adicional. Basankusu e Bolomba ficam a mais de 300 quilômetros da capital provincial, Mbandaka, e o acesso se dá por estradas precárias ou pelo rio Congo, dificultando a chegada de assistência médica e logística.

Fora isso, a infraestrutura limitada de transporte e comunicação na região também prejudica a resposta à crise.

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Fonte: G1

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