04/04/2025 +55 (21) 2641-4564

Brasil

Principal Boas Vindas

Dólar abre em baixa na véspera das decisões de juros no Brasil e EUA

.

Por Grande Mídia 28/01/2025 às 09:17:07
No dia anterior, a moeda fechou em queda de 0,10%, cotada a R$ 5,9122, com mercado de olho nas políticas tarifárias de Trump e na expectativa por novas decisões de juros no Brasil e nos EUA. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, encerrou com alta de 1,97%, aos 124.862 pontos.

Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo

O dólar abriu em leve baixa nesta terça-feira (28), com o mercado em um dia mais tranquilo, na véspera da "Super Quarta", como são chamadas as quartas-feiras em que ocorrem, simultaneamente, reuniões nos comitês de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.

Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) deve elevar a Selic, taxa básica de juros, em 1 ponto percentual, levando-a ao patamar de 13,25% ao ano.

Já nos EUA, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve manter suas taxas de juros inalteradas, deixando-as no patamar entre 4,25% e 4,50% ao ano.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

SAIBA MAIS:

ÚLTIMO PREGÃO DE 2024: Dólar acumulou alta 27% no ano; Ibovespa teve recuo de 10%

DE R$ 5,67 PARA ACIMA DE R$ 6: Entenda a disparada do dólar desde o fim de 2024

O TOM DE LULA: Falas do presidente impactaram a moeda em 2024; entenda

Dólar acumula alta de quase 28% em 2024

Dólar

Às 09h01, o dólar caía 0,10%, cotado a R$ 5,9062. Veja mais cotações.

No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,10%, cotada a R$ 5,9122.

Com o resultado, acumulou:

queda de 0,10% na semana;

recuo de 4,33% no mês e no ano.

a

Ibovespa

O Ibovespa começa a operar às 10h.

Na véspera, o índice fechou em alta de 1,97%, aos 124.862 pontos.

Com o resultado, acumulou:

alta de 1,84% na semana;

ganho de 3,67% no mês e no ano.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O que está mexendo com os mercados?

Investidores seguem na expectativa por novos anúncios de juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Ambas as decisões estão previstas para quarta-feira (29) e podem mexer com os mercados.

Por aqui, a expectativa dos economistas é que o Copom faça um aumento de 1 ponto percentual na Selic, que pode chegar ao patamar de 13,25% ao ano. O colegiado também já havia sinalizado uma nova alta da taxa básica em março, o que levaria os juros a 14,25% ao ano.

Com isso, há, também, grande expectativa pelo comunicado do comitê após a reunião. O documento costuma trazer sinalizações sobre quais serão os próximos passos do BC em relação aos juros e o que está no radar dos dirigentes.

Juros maiores no país elevam a rentabilidade dos títulos públicos e tendem a atrair mais investidores, o que pode gerar mais entrada de dólar no Brasil e reduzir a pressão sobre o real.

O Boletim Focus, relatório do BC que reúne as projeções de economistas do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos do país, mostram que o mercado prevê a taxa Selic a 15% ao ano até o fim de 2025.

Os juros altos são esperados porque o Brasil vive um período de alta na inflação, com o mercado esperando maior pressão sobre os preços neste ano. Na edição desta semana do Boletim Focus, as projeções para a inflação saltaram de 5,08% para 5,50%. A meta de inflação para 2025 é de 3,0% e será considerada cumprida se permanecer em um intervalo entre 1,5% e 4,5%.

Já nos EUA, a expectativa é que o Fed mantenha suas taxas inalteradas entre 4,25% e 4,50% ao ano, à espera de novos indicadores econômicos que mostrem como anda a economia do país.

A chegada de Donald Trump ao poder pode gerar uma maior pressão inflacionária, caso o presidente cumpra suas promessas de aumentar as tarifas de produtos importados. Isso aumentaria os preços para os consumidores americanos e pressionaria o Fed por uma política monetária mais firme, com juros altos para conter o avanço dos preços.

A semana também tem a divulgação de novos dados de emprego no Brasil e nos EUA, números da atividade econômica nos EUA e na Europa e decisão sobre juros na zona do euro.

Fonte: G1

Comunicar erro
Comentários